Segundo Andrés Heriberto Guillén-Lozoya, pesquisador da Mayo Clinic e responsável pela apresentação do estudo, a perda de peso não parece explicar sozinha a melhora hormonal observada nos pacientes.
De acordo com os resultados, a testosterona total mediana dos participantes aumentou de 320 para 419 ng/dL. Já a testosterona livre mediana passou de 9,0 para 10,4 ng/dL. Ambos os resultados apresentaram significância estatística. Após ajuste por idade e IMC, os pesquisadores identificaram aumento mediano de 97,6 ng/dL na testosterona total e de 1,3 ng/dL na testosterona livre.
“Um dos achados mais interessantes foi que as mudanças na testosterona não se correlacionaram diretamente apenas com a redução do IMC”, afirmou Guillén-Lozoya durante a apresentação.
Possíveis explicações vão além da perda de peso
Além disso, os pesquisadores consideram possível uma melhora da inflamação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, responsável pela regulação da testosterona no organismo.
Segundo Guillén-Lozoya, os agonistas do receptor de GLP-1 já possuem eficácia consolidada no controle glicêmico e no tratamento da obesidade. A obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica costumam estar associadas ao hipogonadismo funcional, condição marcada pela redução dos níveis de testosterona.
Dessa forma, os medicamentos para perda de peso podem trazer benefícios adicionais para homens com obesidade e alterações metabólicas.
“O uso dessas medicações continua crescendo globalmente. Portanto, compreender os impactos mais amplos sobre a saúde masculina se torna cada vez mais importante”, afirmou o pesquisador.
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