A fase universitária é marcada por mudanças intensas, novas responsabilidades e uma rotina muitas vezes desorganizada. Entre provas, estágios, trabalho e vida social, o autocuidado costuma ficar em segundo plano. Um estudo recente realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina acende um alerta importante: universitários que mantêm hábitos pouco saudáveis apresentam até três vezes mais risco de desenvolver sintomas de depressão.
A pesquisa avaliou mais de seis mil estudantes de diferentes instituições e mostrou uma associação clara entre saúde mental e estilo de vida. Alimentação desequilibrada, sono insuficiente ou irregular, sedentarismo, uso de álcool e outras substâncias, além da ausência de uma rede de apoio social, foram fatores fortemente relacionados ao aumento de sintomas depressivos.
Esses resultados reforçam algo que a ciência já vem mostrando há anos: corpo e mente estão profundamente conectados. Hábitos inadequados afetam o funcionamento do cérebro, a produção de neurotransmissores e o equilíbrio hormonal, o que pode favorecer alterações no humor, na energia e na motivação. Dormir pouco, por exemplo, interfere na regulação do cortisol e da serotonina. Uma alimentação pobre em nutrientes compromete o metabolismo cerebral. A falta de atividade física reduz a liberação de substâncias associadas ao bem-estar, como as endorfinas.
Na juventude, esses impactos podem passar despercebidos ou ser normalizados como “parte da rotina”, mas, ao longo do tempo, contribuem para um desgaste emocional significativo. O estudo mostra que não se trata apenas de fatores acadêmicos ou emocionais isolados, mas de um conjunto de escolhas diárias que influenciam diretamente a saúde mental.
A boa notícia é que mudanças simples podem gerar benefícios reais. Priorizar um sono de qualidade, organizar horários de refeições, incluir algum tipo de atividade física na rotina e fortalecer vínculos sociais são atitudes acessíveis que ajudam a proteger tanto o corpo quanto a mente. Não é necessário perfeição, mas constância.
Além disso, reconhecer sinais de sofrimento emocional e buscar ajuda profissional é fundamental. Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, e sim de responsabilidade com o próprio bem-estar. A fase universitária pode e deve ser um período de crescimento, aprendizado e construção de hábitos que sustentem uma vida mais saudável no futuro.
Especialista em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), ofereço tratamento e acompanhamento para pessoas que buscam viver mais e melhor, elevando a saúde e o bem-estar de cada paciente.
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