Colesterol LDL: por que metas mais baixas podem proteger ainda mais o coração

Manter o colesterol sob controle é uma das principais estratégias para prevenir doenças cardiovasculares. Nos últimos anos, novas evidências científicas mostraram que reduzir ainda mais os níveis do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, pode trazer benefícios adicionais, especialmente para quem já tem doença cardiovascular.

O LDL (lipoproteína de baixa densidade) é o tipo de colesterol responsável por transportar gordura no sangue e depositá-la nas paredes das artérias. Quando está elevado, ele contribui para a formação de placas de gordura que pode levar a problemas graves como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), angina (dor no peito) e insuficiência arterial periférica (dor nas pernas ao caminhar).

Estudos mostram que quanto menor o nível de LDL, menor o risco de eventos cardiovasculares. Assim, reduzir o LDL significa reduzir a progressão das placas de gordura nas artérias e até promover sua regressão.

Qual é a meta ideal de LDL?

A meta ideal de LDL depende dos fatores de riscos e comorbidades que o paciente tem. Se não há fatores de risco, sua meta de LDL será de até 115 mg/dL, uma nova medida já que por muitos anos, há meta foi de até 130 mg/dL.

Quando há hipertensão, como comorbidade associada, a meta de LDL muda para até 100 mg/dL. Já, quem tem diabetes, por ser uma doença cardiovascular mais agressiva, precisa ter um LDL de até 70mg/dL. Para as pessoas que já tiveram um evento de infarto ou AVC, obrigatoriamente precisará de doses mais potentes de medicações para colesterol, tendo em vista, baixar o LDL para até 50mg/dL e quando há um risco extremo de novo evento cardiovascular, com múltiplas artérias comprometidas, precisamos alcançar um limite de LDL máximo de até 45 mg/dL.

Durante muitos anos, o alvo recomendado era manter o LDL abaixo de 70 mg/dL em pacientes de alto risco. No entanto, evidências mais recentes indicam que metas ainda mais baixas podem ser mais eficazes. Novos estudos clínicos demonstraram que pacientes que atingiram níveis de LDL mais baixos obtiveram:

  • Menor risco de infarto
  • Menor incidência de AVC
  • Redução de hospitalizações por problemas cardíacos
  • Menor necessidade de procedimentos como angioplastia

E ainda, a redução mais intensiva do LDL mostrou diminuir significativamente o risco de novos eventos, sem aumento relevante de efeitos colaterais. Ou seja, para pacientes de alto ou muito alto risco, quanto mais baixo o LDL, melhor, desde que bem acompanhado clinicamente.

Você já ouviu falar da Lipoproteina (a)?

A lipoproteina (a) de colesterol, semelhante ao LDL, mas com uma proteína adicional que a torna muito mais perigosa, levando à maior deposição de placas de gordura nos vasos sanguíneos.

Este tipo de colesterol é genético e não responde a dietas ou exercícios. Cerca de 15% dos brasileiros apresentam níveis elevados desta lipoproteína e precisam usar medicações para baixar o colesterol mais agressivamente.

Por que muitos pacientes não atingem o colesterol ideal?

Mesmo com diretrizes bem estabelecidas, grande parte dos pacientes ainda não consegue atingir os níveis ideais de colesterol LDL. Isso pode acontecer por diversos fatores, como uso de doses insuficientes de medicação, dificuldade em manter o tratamento de forma contínua, falta de ajuste terapêutico ao longo do tempo, acesso limitado a medicamentos mais modernos, falta de orientação médica ou “fake news” de redes sociais contra medicamentos como as estatinas.

O controle do colesterol LDL deve ser sempre personalizado. Nem todos os pacientes precisam atingir as mesmas metas, pois o alvo ideal depende do risco cardiovascular individual. Em consulta médica, serão analisados o histórico familiar de doenças cardiovasculares, histórico pessoal e a existência de outros diagnósticos, como diabetes, por exemplo.

Nem sempre apenas mudanças no estilo de vida são suficientes para reduzir o colesterol LDL, principalmente em pacientes com maior risco cardiovascular. Nesses casos, o tratamento medicamentoso se torna uma opção para atingir as metas recomendadas e proteger o coração e o cérebro.

Especialista em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), ofereço tratamento e acompanhamento para pessoas que buscam viver mais e melhor, elevando a saúde e o bem-estar de cada paciente.

Meu consultório está localizado na Avenida Vereador José Diniz, 3457, no Campo Belo Medical Center aqui em São Paulo. Agende uma consulta pelo site ou pelos números: (11) 5093-6109. Se preferir, marque um horário pelo WhatsApp: (11) 97490-7707.

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